Nos dias de hoje somos expostos constantemente à situações de pressão, temos que cumprir as exigências que a vida nos impõe, fazemos parte de uma cultura contemporânea, cujos ideais impostos pelas instituições e sobretudo pela mídia, sustentam a ideia de produtividade, imediatismo e consumo desenfreado como sinônimo de felicidade, ou seja: eu só posso ser feliz quanto mais eu produzir e quanto mais coisas eu puder ter e conquistar.
Vivemos ocupados e absorvidos por tantas obrigações profissionais e familiares, além de nossas próprias exigências e cobranças pessoais, que muitas vezes nos perdemos de nós mesmos.
“Empurramos a vida com a barriga”, conforme a expressão popular, como se nada estivesse acontecendo em nosso mundo interno, seguimos com nossas rotinas exaustivas e estressantes, esperando que “as coisas mudem milagrosamente” daqui a algum tempo, ou ainda no final do ano, onde a virada do calendário representa ilusoriamente o começo promissor de um novo tempo.
Tais comportamentos e sobretudo, posicionamentos, podem resultar no desenvolvimento de algumas psicopatologias, tais como Depressão, Transtorno de Ansiedade, Burnout, entre tantas outras, sendo condições que provocam impacto significativo na vida de quem as possui.
Se quisermos não sucumbir ao barulho e às pressões que a vida nos impõe, é preciso que busquemos uma nova posição diante dela e sobretudo, de nós mesmos.



